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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PARA SABER MAIS DE MATEMÁTICA . . .

Para aqueles que gostam e Matemática, e para aqueles que adoram ler, hoje viemos aqui para indicar LOGICOMIX, um livro que fala sobre uma jornada épica em busca da verdade... Que tal?

Numa boa história, o autor consegue fazer com que o leitor viva a vida de outra pessoa - a vida do protagonista. Em LOGICOMIX os autores (gregos) conseguiram esse efeito das boas histórias: por algumas horas, o leitor ocupa o lugar de Bertrand Russell, um dos mais importantes matemáticos do século 20.

O leitor vive o dia em que debaixo de chuva o menino Bertie chega pela primeira vez à casa dos avós, com quem vai morar depois que sua irmã, sua mãe e seu pai desaparecem. Vive as noites em que Bertie passa medos ao ouvir uivos e gemidos fantasmagóricos ecoando pela  enorme casa da avô. Vive o momento no qual pela primeira vez Bertie prova sozinho um dos postulados de Euclides: se dois angulos de um triangulo qualquer sao iguais entao dois lados adjacentes sao iguais. Bertei sente uma onda de prazer e exclama: "É COMO MÁGICA!" o personagem vive o dia em que entra no mausoléu da familia Russell, e descobre que sua irmã, sua mãe e seu pai estao mortos.

imagem ilustrativa do interior do livro

Junto com Bertrand Russell, o leitor viaja pela Europa para conhecer outros matemáticos famosos cara a cara, e encontra Gottlob Frege cuidando de rosas, Georg Cantor no hospicio, Henri Poincaré e David Hilbert no Congresso Internacional de Matemáticos de 1900 (em Paris). E o leitor conversa muito com Alfred North Whitehead, com quem Bertrand passou dez anos escrevendo os tres volumes do Principia Mathematica, com mais de mil páginas, 362 das quais para provar que 1 + 1 = 2 é indiscutivelmente dois.

Assim como Bertrand, o leitor também se apaixona pela linda mulher de Whitehead.
Os autores de Logicomix fazem o leitor entender o que é um matemático - um ser humano como tantos outros, mas também é um tipo de explorador, que investiga as regiões mais remotas de nosso raciocinio.



Assim é LOGICOMIX, quer conhecer?



O livro foi publicado pela editora
WMF Martins Fontes 2010.


















Fonte: Revista Cálculo MATEMÁTICA PARA TODOS {Ano 1 N'1}
Editora segmento: http://www.editorasegmento.com.br/RevistasDetalhes.aspx?item=13

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Você já ouviu falar sobre POESIA VISUAL? E POEMA CONCRETO?

Mas, vocês já devem saber que muitas poesias tem a combinação de rimas, e provocam o sentimento do belo. Não é? Vejam essas:                                                    
Poema visual: E. M. de Melo e Castro

Poema visual: Ronaldo Azeredo

Tecnicamente, poesia concreta é a denominação de uma prática poética, cristalizada na década de 50, que tem como características básicas: a abolição do verso; a apresentação "verbivocovisual", ou seja, a organização do texto segundo critérios que enfatizem os valores gráficos e fônicos relacionais das palavras; a eliminação ou rarefação dos laços da sintaxe lógico-discursiva em prol de uma conexão direta entre as palavras, orientada principalmente por associações paronomásticas.
As composições poéticas desses poemas que você viu acima, são exatamente assim, tem como tendência o verso livre, de comprimento, métrica, e ritmo variável. Assim são definidas as POESIAS VISUAIS E OS POEMAS CONCRETOS. Uma grande descaracterização das formas tradicionais do poema ocorreu no Brasil a partir do CONCRETISMO. Eis, abaixo um poema concreto de uma dos fundadores do movimento:


Gostou? Então saiba mais em:

http://wn.com/Haroldo_de_Campos__Um_poeta_contra_o_t%C3%A9dio_trilha_de_FCLG
http://concretismo3-ano.blogspot.com/2008/10/nasce-morre.html

E depois, divida com a gente tudo o que você aprendeu, dê dicas de um poema que você quer ver aqui. Ou, use sua criatividade e coloque seu poema croncreto ou visual AQUI...
Estamos esperando...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um olhar diferente para histórias infantis!

Você se lembra de ter ouvido histórias como “Chapeuzinho Vermelho” e aquela cantiga de roda ” Atirei o pau no gato” quando eram crianças? E, que tal, agora conhecerem uma versão diferente dessas histórias?


     Chapeuzinho Vermelho em versão politicamente correta

Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que morava com a sua mãe ao lado de uma floresta.

Um dia, a mãe de Chapeuzinho lhe pediu para levar uma cesta de frutas frescas e água mineral à casa da vovozinha - não porque este fosse um trabalho de mulher, veja só, mas porque era uma to generoso e que propiciava à menina uma visão comunitária sobre a vida. Tenho a acrescentar que a vovozinha não estava doente, mas em plena saúde física e mental, sendo totalmente capaz de tomar conta de si mesma como adulta madura que era.

E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca botava os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.

No caminho para a casa da vovozinha, Chapeuzinho Vermelho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: "Alimentação saudável e natural para a minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.
O lobo respondeu: "Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar sozinha pela floresta."
Chapeuzinho retrucou: "Considero a sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho. E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.

Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental, e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!

E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para a casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E, então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: "Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é."
Da cama, o lobo disse suavemente: "Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor."
E Chapeuzinho Vermelho respondeu: "Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!"
"Eles muito viram e muito perdoaram, minha menina."
"Vovó, que nariz grande você tem - relativamente, é claro, e, certamente, bonito a seu modo."
E o lobo respondeu, com falsa modéstia: "Precisa ver o resto..."
"Vovó, que dentes grandes você tem!"
E o lobo disse: "Estou contente de ser quem eu sou e com o que eu sou!"

Dito isto, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada ao ver o lobo vestido daquele jeito, mas evitou fazer qualquer comentário ou dizer qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão do seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador que passava (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
"E o que você pensa que vai fazer?", perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
"Invadindo nosso espaço como um homem de Neanderthal! Confiando em suas armas no lugar de seu próprio pensamento! Sexista! Especieísta! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem a ajuda de um homem?!"

Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado e cortou a cabeça do lenhador.
Superado este contratempo, Chapeuzinho Vermelho, a vovó e o lobo sentiram uma certa comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.





Atirei o pau no gato em uma versão politicamente correta


Não atire o pau no gato-to


Porque isso-so

Nao se faz-faz-faz

O gatinho-nho

É nosso amigo-go

Não devemos maltratar os animais

Miau!



Gostou? A primeira história se trata do gênero fábula (histórias onde existem personagens animais)
A segunda "atirei o pau no gato" é uma cantiga de roda...


Saibam mais em: http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/fabula.htm
                                    http://www.infoescola.com/folclore/cantigas-de-roda/
Quer conhecer mais dessas histórias numa versão legal como esta?
Procure mais em:  livro "Contos de Fadas Politicamente Corretos - Uma Versão Adaptada Aos Novos Tempos", de James Finn Gardner, adaptado por Claudio Paiva.