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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FALANDO EM ATUALIDADES?!

Uma linguagem para refletir:

outra visão da então,

Globalização!

Ao ouvir essa música, acompanhe com a leitura da letra!



Globalização é a nova onda
O império do capital em ação
Fazendo sua rotineira ronda

No gueto não há nada de novo
Além do sufoco que nunca é pouco
Além do medo e do desemprego, da violência e da impaciência
De quem partiu para o desespero numa ida sem volta
Além da revolta de quem vive as voltas
Com a exploração e a humilhação de um sistema impiedoso
Nada de novo
Além da pobreza e da tristeza de quem se sente traído e esquecido
Ao ver os filhos subnutridos sem educação
Crescendo ao lado de esgotos, banidos a contragosto pela sociedade
Declarados bandidos sem identidade
Que serão reprimidos em sumária execução
Sem nenhuma apelação

Não há nada de novo entre a terra e o céu
Nada de novo
Senão o velho dragão e seu tenebroso véu de destruição e fogo
Sugando sangue do povo,
De geração em geração
Especulando pelo mundo todo
É só o velho sistema do dragão
Não, não há nenhuma ilusão, ilusão
Só haverá mais tribulação, tribulação

Os dirigentes do sistema impõem seu lema:
Livre mercado, mundo educado para consumir e existir sem questionar

Não pensam em diminuir ou domar a voracidade
E a sacanagem do capitalismo selvagem
Com seus tentáculos multinacionais querem mais, e mais, e mais...
Lucros abusivos
Grandes executivos são seus abastados serviçais
Não se importam com a fome, com os direitos do homem
Querem abocanhar o globo, dividindo em poucos o bolo
Deixando migalhas pro resto da gentalha, em seus muitos planos
Não veem seres humanos e os seus valores, só milhões e milhões de consumidores
São tão otimistas em suas estatísticas e previsões
Falam em crescimento, em desenvolvimento por muitas e muitas gerações

Não há nada de novo entre a terra e o céu
Nada de novo
Senão o velho dragão e seu tenebroso véu de destruição e fogo
Sugando sangue do povo,
De geração em geração
Especulando pelo mundo todo
É só o velho sistema do dragão
Não, não há nenhuma ilusão, ilusão
Só haverá mais tribulação, tribulação

Não sentem o momento crítico, talvez apocalíptico
Os tigres asiáticos são um exemplo típico,
Agora mais parecem gatinhos raquíticos e asmáticos
Se o sistema quebrar será questão de tempo
Até chegar o racionamento e o desabastecimento
Que sinistra situação!
O globo inchado e devastado com a superpopulação
Tempos de barbárie então virão, tempos de êxodos e dispersão
A água pode virar ouro
O rango um rico tesouro

Globalização é uma falsa noção do que seria a integração,
Com todo respeito a integridade e a dignidade de cada nação

É a lei infeliz do grande capital,
O poder da grana internacional que faz de cada país apenas mais um seu quintal
É o poder do dinheiro regendo o mundo inteiro

Ricos cada vez mais ricos e metidos
Pobres cada vez mais pobres e falidos
Globalização, o delírio do dragão!

sábado, 8 de outubro de 2011

ROCK EDUCATIVO


SUJEITO SIMPLES - PRONOMES PESSOAIS




Um jeito super, hiper, mega legal de curtir um ROCK EDUCATIVO!!!

Aula de Língua Portuguesa - ADVÉRBIO

Contando e aprendendo um pouco mais...


Pessoal! essa é também uma maneira bem legal e descontraída de aprender sobre os advérbios, na perspectiva da Língua portuguesa!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ditadura militar: Pra dizer que não falei das flores


 "Pra dizer que não falei das flores" é uma música de Geraldo Vandré que trata da ditadura militar, momento de grandes revoltas, mas também de enormes conquistas para o povo brasileiro. Em um momento em que os militares comandavam o país e escravizavam a mente e os direitos da população, a musica foi dos recursos que expressavam a angustia e os desejos do povo brasileiro.  



A importância dessa musica para a história do Brasil é incontestável, muito se fala dela até hoje, como também são inúmeras as interpretações dessa mesma canção, que hoje pode abranger significados ainda maiores, já que supostamente não somos regidos por militares. Atualmente, quando fazemos menção a essa musica, estamos nos referindo as inúmeras mazelas em que sobrevive a sociedade brasileira e que hoje aflige       
 o desenvolvimento de nosso país.
Atualmente um dos interpretes dessa musica é a banda charlie brown jr, que traz uma abordagem bem inovadora para o publico jovem, porém sem perder a essência original da canção.



Levar canções de um contexto social tão importantes quanto essa musica para sala de aula é transformar um contexto em realidade, seja para analise da própria composição, como também analise histórica da mesma.
Assim, quando fazemos esse tipo de trabalho com alunos é importante que procuremos atualizações para que torne  a musica mais aceitável, e logo  possa torna-la um contudo de apoio no ensino/aprendizagem.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

NÃO ME DIGA - Restart



Não me diga que você não quer se olhar
Com vários problemas
Depressões e vícios que você
Não consegue controlar
Mais nunca é tarde
É só ter vontade
Você tem que acordar
Mais nunca é tarde
É só ter vontade


Você tem que acordar
Eu posso ver em seus olhos a vontade de sorrir
Mas não conseguem se encontrar, perdido por ai
As portas, fechadas
Não tem pra onde ir, a vida inteira
Tendo que fugir... daqui
Você é você
Não precisa fugir!
Você é você
Não precisa fugir!
Você é você
Não precisa fugir!
Você é você...
                                                                                                               
                                                                  













Vamos refletir nesses dois contextos:

Na música “Não me diga”podemos perceber o contexto da fuga. Fuga dos problemas, das drogas, e o que

mais na sociedade atual pode ser mais inconseqüente do que as drogas? O texto a baixo faz referência

exatamente a isso. Leia-o atentamente e o observe:



Antes de adentrarmos nos fatos e nas consequências do uso do crack

peço permissão à lingua portuguesa para usar duas palavras chave do

tema, que na verdade são inexistentes no nosso dicionário, quais

sejam: crackudo e vacilão.

Crackudo é originário do termo crack que é uma droga sintética.

Apalavra foi recentemente criada pelo povo brasileiro para identificar o

indivíduo que é usuário e viciado dessa droga, ou seja, crackudo nada

mais é do que o consumidor do crack, aquele cidadão que adquire o

produto para uso próprio.

A composição química do crack é simplesmente horripilante e

estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca

acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfórico,

querosene, gasolina ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transformam

numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de

cocaína, ou seja, meio a meio cocaína com os outros produtos citados. Estamos, sem sombras de dúvidas,

em aguda e profunda crise social,

familiar e criminal relacionada a essa droga avassaladora e mortal.

A população mostra-se atônita, indefesa e impotente com tal

problemática.

O homem é o único animal racional existente na face da Terra, mas age,

sem sombras de dúvidas de maneira irracional e gananciosa quando

conscientemente fabrica o mal para o seu semelhante. Dentre todos os

malefícios criados pelo homem para o homem, o crack está entre os

primeiros colocados.

Basta o experimento de um único cigarro da pedra do crack para

viciar o vacilão. A fumaça altamente tóxica da droga é rapidamente

absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e

aumento de energia ao usuário. Com a falta dessa sensação ao passar o

efeito da droga, logo o vacilão é compelido ao segundo cigarro e

assim por diante até leva-lo a consequências irremediáveis vez que ele é capaz de matar e morrer para

sustentar o seu vício.

O crackudo pode ter convulsão e como consequência desse fato, pode

leva-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além

disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio

físico é devastador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e

pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de

garganta, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfôrico que

faz parte da composição química do crack assim trata de furar,

corroer e destruir a sua dentição.

Conclui-se assim que do mal nasceu o crack, que do crack surgiu o

vacilão, que do vacilão gerou o crackudo, que do crackudo restou a

morte.



Esse é um texto de Archimedes Marques: (*Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela UFS)
Encontrado em:
http://www.mundomulher.com.br/?pg=17&sec=28&sub=29&idtexto=8800



Então, vocês conseguem perceber o quanto há de comum nesses dois contextos? Isso se chama intertextualidade.Quer saber mais sobre isso, acesse:

http://www.pucrs.br/gpt/intertextualidade.php

http://www.brasilescola.com/redacao/intertextualidade.htm

http://www.brasilescola.com/redacao/intertextualidade.htm

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Lady Gaga por outras lentes



Lady Gaga é hoje em dia um dos maiores ícones do pop mundial. Com 10 milhões de seguidores no Twitter (o maior número até então), a artista já foi comparada à rainha do pop music, Madonna, e tem como marca sua irreverência e ousadia, e olha que não é só por ter usado uma roupa toda feita de carne de verdade no VMA Awards, nem pelos seus vídeo-clips que fazem o maior sucesso na rede, em que a loira aparece beijando mulheres e dançando com homens que usam salto-alto e cinta liga.


Para quem acompanha o trabalho dessa cantora e acaba não recebendo muita informação, as letras de música e os vídeo-clips parecem não fazer muito sentido, mas acredite: nada é feito em vão. Segundo um artigo de MARCIA TIBURI para a revista CULT, a obra produzida por Lady Gaga, apesar de mover grandes massas às vezes desavisadas, não dá um ponto sem nó, e pode ser considerada arte pós feminista. No texto intitulado por O CRIME DE LADY GAGA, a autora faz análises de seus clipes e esclarece algumas coisas que ficam meio confusas numa primeira leitura. Ótima pedida pra quem é fã da moça, gosta de arte, e mesmo assim ainda desconhece o potencial e os propósitos atrevidos dessa celebridade.

Para ir direto ao artigo clique AQUI!

sábado, 9 de abril de 2011

Manuel Bandeira e Titãs




Esse poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro também tem em um de seus poemas, Pneumotórax, uma intertextualidade com a música da banda Titãs, O pulso (veja a letra completa da música AQUI!). O poeta e a banda de rock encontraram uma forma bem humorada de falar sobre e relacionar as doenças do corpo e da alma nestas duas composições artísticas. Abaixo veja um vídeo da música O pulso:




Atente para a semelhança da música dos Titãs com o bem-humorado poema Pneumotórax, de Manuel Bandeira:

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.


Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.


- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Legião Urbana E Luís Vaz de Camões



Mas o que esse cara lisboeta, nascido em 1524 e falecido em 1580 tem a ver com a banda de maior impacto do cenário musical brasileiro surgida nos anos 80? Talvez não muita coisa, mas a questão é que Camões como a maioria das pessoas também teve seus amores, também já sofreu as inconstâncias da paixão e já sentiu uma dor que não soube explicar. Renato Russo sabia bem disso, e por isso usou os versos do poema "Amor é fogo que arde sem se ver", de Camões em sua música Monte Castello, mesclou-os com versos da Bíblia, com Dado e Bonfá criou uma melodia fenomenal, e deu nisso: música e poesia juntas compondo uma belíssima canção. Confira:





Depois do vídeo com a música da Legião (veja a letra AQUI!), vejamos na íntegra, o poema "Amor é fogo que arde sem se ver", de Camões:


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Falando em Regime Militar...




Como sabemos, a Música Popular Brasileira foi importante porta voz do povo que sentia-se oprimido, e fazia o que podia para desafiar o regime e ir contra a censura. Neste período muitas músicas foram censuradas e alguns cantores chegaram a ser exilados. Um dos cantores mais perseguidos pela ditadura foi Chico Buarque, e já que esse homem usou seu talento para contestar e fazer seu desabafo sobre a situação do país, vamos dar uma olhada num vídeo que relaciona a música "Apesar de você", que marcou essa época de perdas, a cenas da ditadura militar:




Para melhor compreensão dos detalhes confira a letra da Música Apesar de você AQUI.


"Apesar de você amanhã há de ser outro dia. Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia?"

A MPB e a ditadura militar






Procurando informações sobre a Ditadura Militar no Brasil acabei esbarrando num texto traçando um panorama do Regime através do movimento musical brasileiro que acompanhou (e bem de perto) de maneira intensa e participativa os altos e baixos desta época em que o Brasil perdeu tantos filhos.

Então, como vale a pena dar uma olhadela, aí vai o link do texto que está publicado no blog MANIFESTO JEOCAZ LEE-MEDDI intitulado por A MÚSICA BRASILEIRA E A CENSURA DA DITADURA MILITAR